O que mudou na relação entre clientes e marcas após 21 de outubro de 1985

21 de outubro de 2015 foi um dia marcante e “pra lá” de divertido. O futuro previsto pelo clássico filme De Volta Para o Futuro se tornou realidade. Explicando: na obra cinematográfica, os personagens principais, Marty Mcfly (Michael J. Fox) e Dr. Emmett L. ‘Doc’ Brown (Christopher Lloyd), viajam pelo tempo saindo de 21 de outubro de 1985 e vão parar exatamente na mesmo dia de 2015, o que significa trinta anos à frente. Algumas marcas, muito antenadas ao fato, se aproveitaram da data (veja este post do Netflix!). Alguns veículos de comunicação também pautaram o dia fazendo comparações sobre o 2015 do filme com o 2015 real, focando principalmente na evolução tecnológica. Recomendo os textos do MHN e do AdNews.

Listamos, então, três pontos conceituais sobre a relação entre clientes e marcas que mudaram totalmente, por causa da tecnologia, o comportamento do consumidor nas últimas três décadas e não foram previstas no filme.

Publicidade de Resultados

Na década de 80, as marcas disputavam o domínio das mentes das pessoas com o uso da TV. O veículo, que na época reinava como a melhor opção para se fazer comunicação em massa de maneira inovadora, detinha grandes índices de audiência, principalmente nos conhecidos horários nobres. Quem não se lembra (ou já leu sobre) a icônica propaganda da Apple no intervalo da final do Super Bowl, em 1984 (clique aqui para vê-la)? Até hoje, o comercial é considerado um dos grandes lançamentos da história da Publicidade.

Mas, e agora, em 2015? O Super Bowl até mantém certo prestígio, assim como algumas faixas de horário da TV brasileira. Mas a publicidade tradicional vive uma fase de mudanças definitivas devido ao predomínio da internet. O marketing nas plataformas digitais e on-line, cada vez mais segmentado e focado no relacionamento, somado à necessidade de interação contínua em que as marcas se encontram mudaram totalmente a maneira de se fazer propaganda com resultados. As mídias tradicionais estão perdendo força a cada dia.

Exposição das Marcas

Em 1985, as marcas detinham um controle muito maior sobre o conteúdo que era divulgado sobre elas: propagandas nos veículos tradicionais e o trabalho clássico da assessoria de imprensa. Claro, já existiam as crises, as notícias ruins, mas, para uma informação indesejada sobre uma empresa sair na mídia, a tragédia precisava ser grande. Com a consolidação das redes sociais em todo mundo, as marcas têm pouco controle sobre aquilo que é divulgado a respeito delas. Por isso, algumas organizações monitoram as redes e buscam um trabalho preventivo. Um pequeno defeito em um produto, por exemplo, pode viralizar em poucas horas: basta um cliente insatisfeito gravar um vídeo, postar na internet e aquele conteúdo cair nas graças de outras pessoas. E não adianta muito fazer uma retratação: a comunidade on-line cobra soluções.

Maneiras de comprar e perfil do consumidor

Trinta anos depois o lançamento do filme De Volta para o Futuro, as pessoas compram on-line, seja pelo computador, tablet ou celular. E quem vai a uma loja geralmente já pesquisou quase tudo sobre o produto desejado. Em 1985, não existia nem internet, muito menos e-commerce. Hoje, além da compra virtual de produtos e serviços, a própria internet oferece informações, opiniões e recomendações sobre tudo. Consumidores em uma loja física já estão no fim do funil de vendas: já sabem o que precisam, já avaliaram opções, fizeram comparações e, muitas vezes, já até escolheram o produto ou estão, no mínimo, com pequenas dúvidas sobre qual marca ou modelo escolher.

O carro voador não chegou ainda, mas o conceito de tempo foi modificado

A humanidade ainda não conseguiu controlar o tempo ao ponto de viajar entre épocas, mas uma coisa é certa: a informação é produzida e disseminada atualmente em um intervalo de tempo em que nem a mais futurista produção de Hollywood poderia ter previsto.

E você, acrescentaria mais algum elemento nessa lista?

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