Uso da internet em celulares cresce e invade a cama dos brasileiros

Que o uso de plataformas móveis não para de crescer, todo mundo já sabe. Porém, a cada pesquisa ou dado revelado, novas reflexões surgem (ou deveriam surgir) sobre uma realidade sólida e, ao mesmo tempo, cercada de questões ainda a serem decifradas. Segundo a Nielsen Ibope, o número de pessoas que acessam a internet via Smartphone chegou a 72 milhões no segundo trimestre de 2015, 4% a mais que nos três primeiros meses do ano, quando o número era de 68%. Apesar do aumento ser um pouco menor que o mesmo perído de 2014, alguns dados devem ser vistos com atenção e, principalmente, reflexão tanto para usuários comuns e empresas. Por exemplo, seis dos vinte aplicativos mais usados pelos brasileiros são de redes sociais ou mensagens, quatro são de bancos, três de e-mail e os outros dois são sobre mapas e localização. Portanto, 9 de 20, quase 50% dos mais usados, são para algum tipo de comunicação.

Navegar em aparelhos móveis antes de dormir preocupa

Para 48% dos brasileiros, consultar a internet antes de dormir, principalmente para os adolescentes, é a situação em que o smartphone é mais utilizado no dia, superando o uso simultâneo com a TV (34%).

Fonte: Mobile Report- Julho/15 – Nielsen IBOPE

E vale trazer para reflexão um estudo da Sociedade Britânica de Psicologia com 460 adolescentes de uma escola na Escócia sobre a relação do sono com o smatphone. A pesquisa mostrou que, a partir dos 11 anos, os jovens já ficam tempo demais nas redes sociais e acabam dormindo cada vez menos e com qualidade do sono ruim. Na conferência onde os dados foram apresentados, foi proposto o “pôr de sol digital”. Da mesma forma que a claridade do dia se encerra horas antes do irmos para a cama, os pais receberam a ideia de fazer o mesmo com os filhos: estabelecerem que os dispositivos digitais, como o celular, sejam desligados no fim de tarde ou início da noite. O assunto foi abordado em reportagem recente da CBN (clique aqui e ouça)Outra reportagem da mesma rádio também aborda essa questão (ouça aqui), destacando que mais da metade dos internautas trocam o tempo de descanso para ficar na web. o que pode gerar ansiedade e inibição do hormônio regulador do sono melatonita, um efeito causado por aparelhos eletrônicos.

Conclusão

Apesar do acesso à internet pelo computador no Brasil estar acima dos 100 milhões, as conexões e interações entre pessoas e marcas no suporte mobile não param de crescer. Isso chama a atenção para vários pontos, mas destaco dois. Primeiro:  não podemos pensar em produção de conteúdo de qualquer natureza sem priorizar nas plataformas móveis. E segundo: dados e indicadores sobre a preocupação com interferência no sono e ausência de pausas para descanso causados pelo uso excessivo do smartphone dão sinal de que precisamos priorizar a qualidade do conteúdo no lugar da quantidade e, claro, ter responsabilidade naquilo que publicamos, seja como pessoa física ou como marca. O caminho da informação na palma da mão não tem volta, mas podemos descobrir como tornar isso mais proveitoso e, porque não, saudável.

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